Comentários e mais atualizações!

8 de novembro de 2017 |

Vamos começar pelo mais importante. A plataforma de comentários deste blog emigrou totalmente para o Disqus! Por isso perde-mos comentários antigos (na verdade, eu não os quis colocar na plataforma).
Os meus motivos são bem simples, estou procurando coisas novas, que me agradam, e o antigo sistema de comentários (sistema padrão do próprio Blogger) já estava bem... Antiquado.

Usar o Disqus é bem simples, e a melhor parte, possibilita a partilha de imagens e memes. Muitos sites e blogs já estavam adotando o sistema e eu pensai... Porque não?

Por agora, o Disqus no Blog vai permanecer em fase de testes.

Outro motivo é que, como eu estava ajustando umas coisinhas no Template do Blog, parece que a coisa ficou seria e eu ''buguei''' o sistema antigo... Sim, já não estava a dar para comentar nada e eu não sei o que aconteceu, não tenho experiência com HTML e por algum motivo, quando fui fazer o upload da minha copia de segurança, continuou a mesma merd***. Portanto, usei o Disqus para colocar no lugar.


Agora outra coisa....

Ultimamente, venho andado a reler o Blog vezes e mais vezes sem conta e cheguei á conclusão de que não estou satisfeita com a sua qualidade. Portanto estou a criar algo mais apresentável para um publico mais abrangente.

Irei organizar e ter em maior atenção tudo ou parcialmente tudo o que será publicado, evitando erros e quantia excessiva de Spoilers. Basicamente, vou dar uma GRANDE reforma nas mensagens do blog durante os próximas dias.

Obrigado pela atenção!


UM MOMENTO DE SILENCIO
RIP COMENTÁRIOS PADRÃO DO BLOGGER
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Nova Sinopse (Sim, outra vez reescrevendo) + Aviso sobre Blog e Parceiros

18 de outubro de 2017 | , ,

Para começar, peço desculpa pela minha ausência ultimamente, estou a passar por uma fase difícil repleta de falta de ideias e inspiração. Tenho alguns desenhos para terminar (incluindo memes), mas falta a minha vontade de prosseguir, portanto estou fazendo uma pequena pausa no projeto para ''restaurar energias'' e descontrair ao trabalhar em coisas diferentes.

Por outro lado, eu queria terminar o livro primeiro e só depois passar á criação de conteúdo real para o blog. Portanto, só vou, durante os próximos meses,  publicar desenhos, alguns jogos simples e conteúdos menores ao acaso.
O livro tem a mais lógica da prioridade, e eu sinto que gastei muito do meu tempo de forma um pouco desnecessária no desenvolvimento e planeamento de conteúdos para o blog. É claro que ajudou a desenvolver e organizar melhor as minhas ideias, isso eu vou realçar, mas sinto que já basta o que eu tenho e prefiro trabalhar para já naquilo que já tenho em mãos.

MUITO Obrigado pelo apoio e atenção!


Sobre as Parcerias
Blogs parceiros que já não eram atualizados á mais de 5 meses foram removidos! Caso tenha existido algum erro, basta avisar que eu irei repor o banner.

Sim, eu sei que alguns Blogs foram mantidos e já não são atualizados á muito tempo, mas tal acontece porque conheço a situação dos mesmos e sei das possibilidades do seu retorno.



Por agora, deixo uma nova Sinopse.

Novamente decidi reescrever a Sinopse do livro, os meus motivos são sempre os mesmos: Mudança no rumo da historia, novas ideias, o antigo acaba por não fazer sentido entre outros... Aqui está ela:


Inúmeras histórias distintas e seus protagonistas cruzam-se num só momento, num longínquo reino mágico, onde é difícil reconhecer a existência de heróis ou vilões...

Uma princesa infeliz e incerta, duas irmãs em constantes brigas, um peculiar príncipe e inúmeras outras figuras dos mais variados estatutos sociais e raças, acreditam terem suas vidas já traçadas, mas descobrem praticamente o contrário quando os típicos acontecimentos do dia a dia dão uma impressionante reviravolta, conduzindo-os assim a um caminho completamente novo.
Suas jornadas, movidas em parte pela confusão, parecem ficar ainda mais complicadas quando conhecem uma organização enigmática conhecida por Irmandade da Rosa do Destino e suas ancestrais lendas sobre estranhos Guardiões, que, possivelmente, outrora existiam no reino e continham em si o poder de estabelecer a ordem onde existia desordem.
Encontram consecutivamente uma verdade aterradora sobre misteriosas figuras sombrias que faziam o mundo desabar silenciosamente…

Pois até mesmo as mais magníficas rosas também têm os seus espinhos…


Os Guardiões de Dreamian é uma obra de Alta Fantasia, com um ligeiro toque de Aventura, Mistério e Poesia, que pretende contrariar e ‘’brincar’’ com as mais típicas e recorrentes tramas dos universos do género.
Com uma dedicação especial ao público juvenil, retrata de forma parcialmente leve os mais variados temas e as mais diversas lições de moral e valores em um universo simbólico e rico em magia e criaturas fantásticas, muitas delas, inéditas… Porém, é necessário ir mais além das simples e antigas tramas relacionadas com princesas sendo salvas por cavaleiros e lutas entre o bem e o mal…  Assim esta história é muito mais do que um simples ‘’Era uma vez’’…
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Ilustrações Oficiais - Meninas de Bikini

20 de setembro de 2017 |




Apenas fiquei com vontade de desenhar umas meninas de Bikini...  E treinar um pouco de efeitos de luzes, nada de extravagante, apenas uns efeitos bem pequeninos com as opções básicas do Photoshop.

Aimar?? O que estás ai a fazer?! SAI! SAI DAQUI! XOUUU CÃO FEIO!


Inspirei-me no seguinte desenho (usei como principal referencia) que eu encontrei ao acaso na Internet:
As vezes eu gosto de desenhar tendo em conta outros desenhos, não levem a mal ou não me chamem de preguiçosa, é uma forma que eu encontrei de praticar anatomia humana e desenho em geral, e acho que resulta.

Imagem de fundo original:


Abaixo está a Linework e a imagem sem o fundo, eu gosto de disponibilizar estas partes dos meus desenhos aos leitores, caso eles queiram criar montagens ou dar uso a Linework como um simples desenho para colorir.



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Um Ataque de Lixo - Palavras Apagadas da Fortaleza do Morfolixo

18 de setembro de 2017 |



A seguinte cena fora o primeiro final alternativo para o Capitulo 2. Esta fora removida do Capitulo em questão porque achei que as personagens não seguiram suas reais personalidades, seria uma cena demasiado forçada, rápida no enredo e inútil em si, sem qualquer nexo, além de considerar um pouco mal escrita e com o uso de magias por parte dos seus feiticeiros mal estruturadas.
Algumas das suas descrições foram reutilizadas em Capítulos futuros (e assim neles melhoradas), mas a essência da sua trama deixada totalmente de lado.

 A mesma introduzia logo um dos Antagonistas do Livro de um modo que para mim fora extremamente desagradável, além da primeira participação da tia Judy e da tia Lucy. Também explora um pouco mais a personalidade de Lyndis e a relação que esta tem com Iara e com a princesa. além de ter mantido o mentor Franklin em cena durante mais algum tempo.

Basicamente, esta cena apagada ocorria logo depois da mordoma se aperceber das atuais horas daquele dia ao notar que já era Almoço, surgindo logo de seguida uma emergência súbita no palácio envolvendo uma batalha contra um Morfolixo. Ela recebeu cerca de 2500 palavras até o momento que me apercebi do meu fracasso, depois a mesma fora descontinuada.



Um Ataque de Lixo
Cena removida do Capitulo 2

(...)
- Almoço? Já? – A mordoma olhava confusa ao seu redor, acabou situando as sua visão sobre um grande e antigo relógio de pêndulo que existia numa certa área no corredor, uma das mais ricas relíquias do palácio, este marcava precisamente o meio dia seguindo naqueles instantes pelo som de suas respectivas e poderosas badaladas, a mordoma coloca então a mão na sua cabeça, em choque – O tempo passa realmente a voar nesta história!… Eu estou agora super atrasada com os meus deveres! Eu devia estar a ajudar na cozinha! E nos preparativos para amanhã! Eu…
- A Iara sendo irresponsável?!… Que novidade interessante!… - Lyndis apenas ria com tal situação e nervosismo da Sonnure.

O som súbito de alguns sinos começou a ecoar fortemente em todo o palácio, a princesa assustou-se com tal, mas logo acalmou-se, Iara manteve-se muito alerta naqueles instantes e agarrou a mão da princesa, já Lyndis  ficou extremamente nervosa com o som alto e majestoso que não anunciava novidades boas. Alguns guardas começaram a correr até o exterior e o velho, elegante e vazio corredor imediatamente cheio de guerreiros em movimento prontos para enfrentar o perigo que ai vinha e proteger fielmente a família real.

- Deve ser apenas mais uma simulação para testar o sistema de segurança… - A princesa dizia inocentemente enquanto observava toda a agitação.
- Eu lamento estragar suas espectativas princesinha mas… Não… Agora é a sério! – A gata apenas tremia de pavor  enquanto se escondia atrás das pernas de ambas, como se de um cão cobarde ela se trata-se.
- Algo interessante apareceu?! - A Sonnure começou a sorrir muito com a situação – Ainda bem! A vida já estava chata!

Lyndis empurrou tanto Iara como Agnes para dentro da sala de aulas do senhor Frank de uma forma um pouco violenta, agora estas não iriam incomodar os movimentos que os cavaleiros realizavam no corredor e podiam estar num local considerado mais seguro. Franklin encontrava-se numa grande varanda que existia naquela divisão e observava o exterior bem atenciosamente. As três então se dirigiram rapidamente até este.

- Não era caso para tanto barulho furador de tímpanos! É só aquele adolescente estranho novamente – Franklin suspirava e começava a reclamar por algo – O rei gosta realmente de exagerar… E aquele bastardo não é assim tão perigoso!
- Adolescente estranho?... Deixa-me adivinhar… - A mordoma Iara começava a sorrir sarcasticamente – O Haste do Chamamento?
- Acertou em cheio! - Franklin apontava para determinada área fora da muralha que dividia os jardins do palácio e monte em si da pequena cidade vizinha, era longe mas notava-se claramente que nessa mesma zona se concentravam grandes grupos de guardas.
- E eu pensava que era algo mais… Sério… Esse rapaz é um grande chato! – Iara dava um suspiro.
- Nunca conseguem capturar esse invasor estúpido…  – Lyndis também suspirava – Bando de incompetentes…
- Isto tinha que acontecer logo na hora do almoço… - Franklin também dava um suspiro impaciente.
- Ele não tem mais nenhuma opção senão fugir! - Iara começava a rir muito com aquele assunto – Vem aqui quase todos os dias durante os últimos dois anos tentar invadir o palácio mas… Coitado… Seus fracassos já estão a ficar algo de muito aborrecido… Será que nada de interessante e diferente realmente acontece nesta história?
- Eu me pergunto… Se durante esses dois anos ele viu que aquilo que ele quer já não vale a pena… E se ele aparentemente é um grande preguiçoso… Como é que ele ainda tem vontade de vir até aqui? Que idiota de fracassado… – Lyndis igualmente dava gargalhadas.
- Teletransporte sua parva, é lógico! – Iara fora muito direta nas suas palavras – Como achas que ele consegue sempre fugir dos guardas e aparecer ali no nada?
- Se ele sabe utilizar esse tal Teletransporte como é que ele ainda não entrou aqui dentro sua bruxa?
- É uma magia que não funciona assim de modo tão simples... É uma parte de Ilusionismo muito complexa… - A mordoma Iara fechava seus olhos impaciente, notava-se que esta realmente entendia de tal assunto.
- Da forma que ele é malandro, achas mesmo que aquele gajo tem vontade de fazer coisas complexas? Ele não é igual a ti que passa a vida a inventar trabalho!
- Inventar trabalho? Desde quando é que eu invento trabalho? Podes-me explicar? – A mordoma pareceu bastante ofendida com aquelas palavras da sua colega de trabalho.

Tanto Iara como Lyndis começaram a discutir sobre tal assunto, a princesa começou a olhar ao seu redor, tentando ignorar tal discussão que quase mudava para algo mais físico, ignorando então este, ela parecia procurar algo ou alguém.

- Onde está o Almôndega? – Interrogou.
- Estava no seu quarto… Acho eu… - A Sonnure parava repentinamente de discutir com Lyndis, deixando esta a falar sozinha, de seguida ela colocou a mão na cabeça bastante seria e pensativa – Eu cá não vou estar aqui a ver esse filme forçado, tenho muito trabalho VERDADEIRO a fazer… E já agora, quando este, inconveniente, terminar, que como costume, vai ser rápido, será quando todos podem ir almoçar logicamente… Até logo meus amores!
- Amores?! Que desavergonhada… - A gata humanoide realizava uma cara de nojo em sua face á medida que olhava para a mordoma Iara que se retirava da sala, porém esta para repentinamente para e começa a observar Agnes, sua face demonstrava muita insegurança de certo modo.
- Pensando melhor… Ficarei aqui com a princesa… - Iara parecia assustada por algum facto repentino ou misterioso.

O mentor Franklin continuava a observar a situação ao longe de um modo bastante silencioso, ele reparava numa bola de pelo com antenas no meio do pátio, perto do local onde ocorria todo o conflito.

- Aquele não é o seu Dreamur? – Ele chamava a atenção da princesa.
- Sim… - Agnes ficava extremamente preocupada ao observar o seu pequeno e amado Almôndega mesmo ao lado do perigo.
- Quando aquele rapaz começar a chamar os seus monstrinhos e usar seus poderes, o Almôndega pode correr grave perigo… - O mentor analisava uma das possibilidades da situação.
- Se o bola de pelo morrer, menos porcaria dentro dos quartos e menos coisas para as empregadas do palácio se preocuparem em limpar! – Lyndis ria de uma forma muito arrogante e satisfatória.
- Daqui a nada… O pior… - Iara estava de facto estranha, colocava a mão na boca muito preocupada enquanto também observava ao longe o mascote peludo da princesa.

Depois de ouvir tais palavras, Agnes então não pensa duas vezes, começava a correr pelo palácio inteiro de modo desesperado, por onde passava tentava sempre desviar dos guardas que estavam no seu interior como reserva ou para alguma outra urgência ou estratégia, estes no momento tentavam impedir toda a realeza e todos os inocentes encontrados dentro do palácio de avançar até a área do perigo.

- O quê?... Agnes, VOLTA AQUI IMEDIATAMENTE! – Iara gritava e parecia desesperada de forma enigmática, esta começava a correr atrás da princesa com muita aflição. Depois de algum tempo e com muito esforço ao se libertar dos guardas, Agnes consegue finalmente chegar ao exterior, a sua mordoma chegava ao lado desta bastante preocupada e cansada por tal atitude.

- Almôndega! – Agnes corria até a criatura peluda e o abraçava com muita força – Não fuja para aqui durante uma situação destas está bem?
- Agnes?! Porque fez isso? – Iara agarrava o braço da princesa, e a puxava para tentar a levar de volta ao interior do palácio com muita aflição – Vamos para dentro querida, rápido! Antes que aquilo aconteça…
- Aquilo o quê? – Ela conseguia soltar-se das mãos de Iara e questionava.
- Vossa Alteza! Dona Iara! Voltem para dentro imediatamente! A situação vai ficar seria daqui a nada! – Um Telquine com uma armadura se aproximou de ambas, pela forma e comportamentos inseguros ele era claramente o guerreiro Endiock Howell.

Com seu animal de estimação em mãos são e salvo, a princesa decide respeitar tais pedidos e então acompanhada pela sua mordoma dá uns rápidos passos atrás em direcção ao grande elegante edifício, mas repentinamente um brilho intenso surgia, um circulo repleto de símbolos macabros e constituído por uma intensa luz negra imensa era rapidamente desenhado no chão, ambas reparavam numa grande criatura medonha que surgia através de pura e simples magia em frente a estas.
Um cheiro estranho e intenso era logo sentido, tal figura repugnante encarava o grupo de guardas, a mordoma e a princesa com uns olhos extremamente vermelhos e macabros, eram duas pequenas esferas encarnadas situadas numa cabeça criada através de lixo. A sua estrutura lembrava um lobo ou um cão gigante com o corpo totalmente constituído por lodo, gosma e muitos resíduos aleatórios e negro á mistura, muito nojento á primeira vista além de terrivelmente assustador e fedorento.

A princesa ficava com muito medo, nunca tinha encarado um monstro daquela dimensão e daquela forma, ao contrário do seu Dreamur que parecia estar a adorar a presença daquela criatura horripilante, Agnes o abraçava com força para este não se soltar e causar mais problemas.

- Está na hora de recuperar a honra da minha família… Ou pelo menos tentar… - A princesa de Dreamian ouvia uma voz, não era uma voz vinda daquela criatura pois aparentemente esta não falava, mas Agnes não conseguia ver quem originalmente era devido á quantidade de guardas que estavam ao redor desta e de toda aquela área para tentar proteger sua senhora, toda a realeza e acabar e enfrentar aquele monstro.
- Um Morfolixo?... – Endiock posicionava-se em frente aquela grande criatura na tentativa de proteger sua senhora e o seu mascote, ele agarrava e apontava sua espada, tremia extremamente inseguro por estar no meio de uma situação bem séria.
- Invocar é algo muito… Cansativo… Eu agora estou cheio de… Tédio… - A princesa ouvia novamente a tal voz enigmática, pela forma como pronunciava as palavras, o mesmo pareceu bocejar, além de falar extremamente devagar – Vou deixar vocês ocupados com meu amiguinho de lixo enquanto eu vou voltar para casa dormir… Estou cheio de sono… Conseguirei aquilo, pode não ser hoje, mas será noutro dia!... Adeus!
- Não o deixem fugir! – Um dos guardas, pela forma do corpo e cor da armadura que utilizava, era alguém de estatuto mais elevado e devido a tal quem ordenava a todos os outros, alguns dos cavaleiros então logo obedeciam e com suas armas corriam contra o invasor.

Apesar de tudo foi tarde demais, a pessoa misteriosa e oculta envolveu-se num manto de luz inexplicável e desapareceu assim sem deixar nenhum rasto visível.
O grande monstro de lixo então começava a atacar ferozmente em direcção á dama e á sua mordoma, os guardas rodearam velozmente estas, todos eles eram os guerreiros mais poderosos de Dreamian, a magnifica Guarda Real, porém o monstro era extremamente poderoso e de modo impressionante estes lutavam igual por igual.
Endiock fechou os olhos, tentou acalmar-se e ganhou coragem, logo de seguida apoiava sua cauda de sereia no chão, criou assim um impulso que o fez saltar muito alto em direcção á besta, com sua espada conseguiu perfurar e cortar uma parte do corpo de lixo e lodo, o chão logo ficava coberto de uma grande sujeira causada pelos restos removidos do corpo da besta, este não sentia dor e magicamente regenerava a parte do seu corpo que se desintegrou devido a tal golpe.
O demónio esticou o seu corpo, era muito elástico, este movimentava-se rápido e seu corpo podia sofrer mutações impressionantes, aumentar ou diminuir o seu tamanho, esticar e se torcer completamente, sem sentirem nenhuma dor, além de mudar a sua forma para aquilo que quisessem.
Ele esticou o seu braço de lodo contra os guardas, eles saltavam e perfuravam o lixo com suas armas, mas nada faziam, a besta continuava a atacar ferozmente, e em instantes inúmeros daqueles guerreiros caíram feridos no chão, incluindo o próprio Endiock.

- Parece que hoje os poderes daquele garoto atingiram um nível extremamente superior… - A mordoma pronunciava calmamente enquanto encarava tal besta, ela logo de seguida abraçou Agnes, a mesma ficou muito tímida por tal ato, já Almôndega começou a sorrir e a lamber o nariz achatado da nobre Sonnure com bastante carinho – Desta vez eu não cometerei o mesmo erro que cometi com ela…

Logo depois de tal breve e carinhoso abraço, Iara distanciou-se dela e então levantou seus braços em direcção á gigantesca besta, suas mãos absorveram uma energia imensa vinda dos céus e uma esfera de luz era criada, a mesma disparou um poderoso raio de energia contra o corpo do lobo mutante, o mesmo explodia deixando tudo e todos cobertos de lodo.
Porém todo o lixo espalhado voltou a rastejar até certo local, onde reuniu-se e novamente formou a criatura, o mesmo pareceu mais fraco. A mordoma deu então uns passos atrás enquanto observava tal besta a se recompor.

- Tola – Uma voz ria.
- Todos sabem que a fraqueza dos Morfolixos é entre os olhos, o principal ponto de energia da criatura localiza-se nesse local. – Outra voz dizia e aparentava vir da mesma direcção da anterior.
- Eu sei! Só estava a criar um clímax para tudo parecer mais interessante nesta história – A mordoma respondia ironicamente ás falas de duas misteriosas pessoas que apareciam em cima da grande muralha de modo sinistro – Eu não o quero matar, vou o devolver ao sitio onde ele realmente pertence.

A mordoma abria novamente os seus braços, com vários gestos desenhava magicamente um círculo de luz com diversos símbolos no chão á distancia, mesmo debaixo das garras de lodo da besta, era muito semelhante ao desenho inicial que invocara tal criatura, assim esta era aos poucos absorvida por tal desenho mágico, apesar de resistir a todo aquele poder, notava-se que o mesmo sofria muito, devido a isso a mordoma fazia um grande esforço para aprisionar tal criatura, depois de alguns minutos de resistência e luta para se soltar de tal ritual, este acabou por ceder e então desapareceu por completo, sendo assim selado através de um circulo mágico.
Depois de terminado tal magia e a criatura finalmente derrotada, Iara ajoelhou-se, parecia extremamente cansada, pois era certo que o uso de tal poder absorvia imensa energia.
A princesa aproximou-se da sua mordoma e aparentava estar preocupada pela situação desta, ambas as figuras desceram da muralha onde se encontravam com um simples salto, caíram levemente no chão mesmo ao lado da jovem dama e da sua empregada.

- Gastei muita da minha energia… Parece que meu corpo já não aguenta estas magias, estou a ficar realmente velha… – Iara estava ofegante.
- Pare de ser tola, só tens trinta e cinco anos, ao contrário da minha amiga que está na casa dos cinquenta! – Uma das figuras começava a rir, a que estava ao seu lado dava um soco no braço desta, muito chateada por ouvir tais palavras.

A princesa encarou ambas atenciosamente, eram duas mulheres bastante familiares para esta, uma era alta e muito magra, já a sua companheira era mais baixa de altura e com peso a mais.

- Tia Lucy e tia Judy? – A princesa questionava, dava um pequeno sorriso muito tímido, era muito raro Agnes sorrir, mas sempre que ela o fazia demonstrava uma energia encantadora, tal sorriso era realmente magnifico, especialmente ao seu acompanhado com o brilho de seus deslumbrantes olhos azuis.

Ambas utilizavam uma roupa igual, era um manto negro que lembrava trajes de assassinos e um capuz sobre a cabeça e uma longa capa heróica que esvoaçava com as rajadas de vento de forma bastante elegante. A tia Judy era a mais alta, o que mais se realçava em seu corpo eram as costas, extremamente grandes e largas, lembrava muito uma corcunda, porém andava perfeitamente normal de coluna reta, era como se tivesse alguma coisa que quisesse esconder do mundo atrás de si usando as suas vestes negras, algum grande defeito talvez.
As duas nunca gostaram de se relacionar com a realeza e sempre preferiram a vida de aventura.

- Se sabias selar aquele demónio, porque não fez no início, porque andou a brincar com a situação?
- Eu já disse, queria deixar tudo mais interessante! - A mordoma respondeu, sorrindo e demonstrando sua boca desdentada.



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Textos aleatórias e assuntos diversos - Material Extra

18 de setembro de 2017 | ,


As seguintes páginas não pertencem a nenhuma área especifica, são artigos de assuntos aleatórios postados porque a autora queria mostrar algo a mais do que aquilo que normalmente é publicado no Blog, além de querer discutir certos assuntos ou transmitir determinadas mensagens de relevo. Ela também usará esta área para publicar textos e algumas pequenas historias ao acaso que servem somente para praticar sua escrita.


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Controvérsias de uma Fandom - Textos aleatórias e assuntos diversos

18 de setembro de 2017 |


Eu estava sem ideias para ilustrar esta mensagem, então usei essa imagem do Aimar e do Valter, tirado do meme ''É hora de atirar o Aimar pela Janela!''



Todas as franquias, especialmente as de desenhos animados e jogos tem, é claro, os chamados ''haters'', e é normal os diretores e trabalhadores destas terem que se habituar ás criticas mais negativas. Muitas até, por vezes, tem toda a razão por parte dos seus pontos de vista, e cabe aos diretores, trabalhadores ou artistas analisar essas criticas e torna-lhas em algo positivo para melhorar seus universos cada vez mais a cada dia que passa.

Porém, existem limites, e acaba sendo muito triste quando essa mesma parte considerada negativa das Fandons atinge um nivel tão elevado de desumanidade ao ponto de tratar diretamente os produtores de forma pior do que um cão pelos motivos mais idiotas e sem lógica, criando uma situação considerada grave.


Recentemente ganhei coragem e tornei-me parte de uma determinada Fandom de um determinado Desenho Animado (parabéns Shii! Agora não és só unicamente e exclusivamente Fã de Pokémon!). Durante minhas pesquisas sobre episódios e personagens, reparei numa situação que ocorreu em Agosto de 2016, quando um determinado episódio foi ao ar.

Quando eu pessoalmente assisti o episódio, não senti nada de errado, só reparei que este explorava uma nova relação de amizade entre duas personagens que anteriormente não se davam nada bem entre si. A dupla até começou a construir coisas juntas, e pareciam bastante confortáveis em conviverem no mesmo lar o dia a dia. Até fiquei feliz com a mensagem que o mesmo episódio transmitiu, em comunhão com os anteriores que retratavam estas personagens: a mensagem de perdão e de dar uma segunda oportunidade a quem nos fez mal no passado, mas parece que nem todos os fãs ficaram satisfeitos com o enredo transmitido.



''Realmente pensas que as pessoas vão à Internet e se irritam com desenhos animados?''
Vamos deixar o Darwin na sua mais pura inocência.
Imagem e personagem do desenho animado THE Amazing World of Gumball


Me senti uma autentica Padparadscha (entendem a referencia) com o assunto, e talvez já seja demasiado tarde para o discutir, sendo que o mesmo já fora retratado á algum tempo e a poeira já se acalmou, mas achei, de certo modo, necessário trazer algo assim aqui para o Blog, principalmente pelo meu medo de existência de temas mais complicados na trama do meu livro que podem gerar contestação por um simples mal entendimento.

Não irei revelar qual foi o desenho animado que sofreu esta controvérsia, (apesar deste ser um pouco lógico) pois quero que as ideias e opiniões aqui refletidas sirvam não só para os leitores do meu próprio livro e seu universo como também para todos os fãs de determinados jogos e animações.


O que ocorreu fora basicamente o seguinte: Uma escritora e artista de Storyboard que trabalhou nesse mesmo episódio começou a ser perseguida e assediada pelos fãs da animação.
Os fãs a acusaram de criar falsas expectativas sobre um outro ''Shipping'' demonstrado em episódios anteriores (este era relacionado com uma das personagens da dupla retratada entre uma das protagonistas da animação) que os mesmos fãs apoiavam fortemente.
Como uma forma de defesa de seu ''Shipping'', eles, aparentemente levaram o relacionamento da dupla focado naquele episódio de modo violento com as mais diversas desculpas, a principal fora que o episódio em questão era uma espécie de brincadeira ofensiva as pessoas LGBT, algo completamente diferente daquilo que o episódio, pelo menos no meu ponto de vista, demonstrou (Nós temos duas pessoas Gays vivendo juntas como ''pessoas normais'' e todos os espectadores agem como se tal fosse contra os Gays?). 

Ela disse em suas redes sociais, inocentemente, que gostava de tornar o relacionamento entre ambas as amigas do caso em algo mais forte, fazendo assim os fãs revoltados a acusarem de estragar a dupla de personagens e forçar um romance que nunca iria acontecer, dando prioridade ao outro Shipping ''adorado'' (como se fossem eles a decidir quem fica com quem dentro do desenho).
A artista em questão, sentindo-se pressionada, chegou até mesmo a apagar algumas de suas redes sociais devido a grandes e constantes insultos, e os rumores indicam que ela até saiu da produção do desenho... Tudo por causa de um simples Shipping que alguns fãs ''mimados'' ou ''iludidos'' recusaram a admitir.


(Ela até pode ter reagido mal face á situação, ou então só estava a ser irónica, tendo em conta o tom em que afirmava seus argumentos de defesa, mas se fossemos tratar deste assunto ainda mais profundamente, teríamos muitos pontos onde pegar. E também é claro que existem muitas versões desta historia, e esta aqui escrita é uma delas, além daquela que eu entendi como a mais verídica tendo em conta o meu entender de inglês nas fontes consultadas.)


Assediar um dos artistas de storyboard e escritor por incentivar no desenho um casal menos preferido entre o publico e que ainda não é canone? Isto é mesmo a sério?
Vale lembrar que ela não foi a única a trabalhar na animação, que tudo o que ela fez recebeu revisão por parte dos diretores e  outros escritores e artistas, ou seja, as ideias transmitidas no desenho também sofreram a aprovação de toda a produção. Isto nos faz pensar se a discussão dos fãs fora, de facto, realmente  necessária e se era este relacionamento que a criadora da animação estava mesmo a pensar em tornar  verídico.


Agora vamos ver algumas lições, sugestões, ideias e pontos de vista finais que podemos tirar desta situação e que devem ser aplicáveis a todas, ou quase todas, as áreas, de certo modo.
  • Só porque não gostou de algo, não significa que os outros também sejam obrigados não gostar. Algumas pessoas ''Shippam'' o que não ''Shippas'', portanto, apenas tente ignorar ou respeitar.
  • Todos, ou quase todos os universos tem Shippings destruídos, eu sei, é triste, mas a verdade naturalmente doí... (Isso vai passar, habituem-se, pois destruir Shippings é quase uma arte, a recuperação é lenta, portanto não faz mal chorar). Por outro lado, nem tudo pode ser como pensas, portanto, tente não criar grandes teorias que levem a falsas expectativas (infelizmente, quando alguém cria uma teoria, leva esta como sendo a maior verdade. Não estou dizendo que estas não devem ser criadas, apenas que devem ser vistas somente como um género de rumor)
  • Antes de criticar algo, aconselho vivamente a reler a história ou reassistir os episódios com mais atenção, se for preciso desde o inicio de tudo, para melhor compreender as mensagens em todo aquele universo explicitas e os pontos de vista transmitidos pelos seus produtores ou personagens. Se for preciso e se és realmente um fã, vai ler resumos, analises de outras pessoas ou artigos na internet sobre o assunto que te desagradou. Estudar e analisar um pouco conflitos de opiniões antes de criar a sua própria critica não faz mal, pelo lado contrário, pode te ajudar no futuro!

''- Porque confias nela, Steven?
- Porque eu já a conheço! Lapis, nem lhe estás dando uma chance! Devias ter tentado conhecê-la primeiro antes de decidir que não gostas dela! Agora é tarde demais. Ela nunca mais vai voltar.''
Steven Universe, episódio ''Barn Mates'', dialogo entre as personagens Steven e Lapis Lazuli.

  • Não trate extremamente mal determinado artista ou seu grupo por um pequeno erro ou ideia que o desagradou, seja tolerante, pois estes também são seres humanos e ninguém é perfeito, e algum outro fã pode até mesmo ter gostado dessa ideia. Ninguém merece maus tratos ou ameaças de morte somente por um universo fictício que já não satisfaz as ideias do fã. A produção também não tem obrigação em agradar totalmente a sua Fandom.
  • Muitas pessoas trabalham em um grupo mutuo em muitas franquias, assim, não culpe determinado artista por um erro que. aparentemente, fora aprovado e causado por toda a produção. Talvez esse erro nem foi um acidente, e nem um erro foi, e sim uma falta de entendimento por sua parte. 


Esta Fandom é conhecida pelos seus constantes conflitos ideológicos e tretas geralmente causadas, a maioria de caracter estúpido e sem lógica, sinal de que as pessoas em questão definitivamente não entenderam o desenho e as mensagens que este queria transmitir ao publico. (Se pensa que é mau a Fandom de Pokémon estar constantemente na ''Guerra de Gerações'', não queira conhecer esta)
Vários casos de controvérsia desta Fandom incluem ameaças de morte a alguns diretores e intimidação de outros fãs por qualquer razão até o ponto destes quase cometerem suicídio.



É algo tão irónico, os fãs de um desenho dedicado a espalhar a tolerância, a paz, o amor e a igualdade, gerando tanto ódio, perseguição e discriminação sobre inúmeras pessoas.



Agora um imagem irónica para a situação, só por uma simples brincadeira:





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VOLUME 1 - Cadernos de Passatempos - Atividades Complementares á Leitura

14 de setembro de 2017 |

~~~~Volume 1~~~~
Focado nos Capítulos:
Prologo - Dracônia o olho do Grande Dragão



- Versão 1 - Setembro 2017 -
Índice de Jogos e Conteúdos:
1 Questionário com 13 perguntas
1 Sopa de Letras
3 Labirintos


Documento Completo
Soluções e atividades incluídas num só ficheiro.
15 Páginas (822 KB)
Ficheiro PDF



Documento Básico
Ficheiro não contem Soluções
11 Páginas (588 KB)
Ficheiro PDF



Soluções
Ficheiro contém somente as Soluções separadas de tudo o resto
5 Páginas (305 KB)
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~~~~Arquivo de Versões Antigas~~~~
Abaixo poderá encontrar as versões mais antigas e igualmente desatualizadas deste mesmo Volume.

Nenhuma atualmente




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Cadernos de Passatempos - Atividades Complementares á Leitura - Material Extra

11 de setembro de 2017 | ,


Estes cadernos oferecem aos leitores um conjunto de actividades clássicas que podem servir como passatempos, testando assim a compreensão destes em relação á história da obra em questão através de um modo mais relaxado e divertido. A ideia surgiu com o objetivo de não tornar a leitura do livro e seus devidos capítulos muito maçante, além de tentar complementar a relação dos leitores com as personagens.

Cada Caderno é dividido em Volumes, cada um é focado em jogos didáticos, geralmente de carácter um pouco infantilizado, relacionados com  um ou mais Capítulos, esses jogos podem incluir clássicos Labirintos, Sopas de Letras, Palavras Cruzadas e outras atividades do género. É recomendável a leitura dos devidos Capítulos relacionados antes de proceder á resolução destas atividades.
Atualmente este extra está somente em fase de testes e pode receber melhorias futuras, caso tal aconteça, os Ficheiros antigos mudarão de ''versão'' para uma mais atualizada.

Pretendo, quando o Livro for publicado, criar uma versão completa com maior variedade de jogos e conter algumas lustrações exclusivas, e distribuir aos leitores e compradores da obra como brinde. Por enquanto, criarei como simples prática alguns Cadernos especiais para os leitores do Blog.

VOLUMES OFICIAIS
Volumes focado no Livro


~~~~Volume 1~~~~
Focado nos Capítulos:
Prologo - Dracônia o olho do Grande Dragão






VOLUMES ESPECIAIS
Volumes focados em especiais publicados no Blog.

Mais Volumes em Breve!





Origem da Ideia:

Durante vários anos, o meu antigo professor na disciplina de EMRC (Educação Moral e Religiosa Católica, uma disciplina que eu meio considerava inútil na escola), adotava, pela felicidade dos alunos (sem ofender claro), uma forma de ensino bem peculiar. Durante a maioria das aulas exibia filmes que transmitiam certas lições, e para avaliar os alunos na disciplina, criava fichas que ponham á prova a atenção dos alunos e procurava saber se estes atenderam ao filme através de perguntas de, geralmente, fácil compreensão, complementando então os objetivos deste em seus ensinamentos da matéria.

Na época nós éramos crianças, portanto os filmes exibidos eram geralmente filmes de Animação, entre eles esteve Open Season, Kung Fu Panda, Surf's Up e uns tanto outros cujos títulos permaneceram perdidos no tempo, mas que são bem avivados na memória.

Essas fichas, além das típicas perguntas simples sobre o enredo, por vezes incluíam sopas de letras, alguns outros clássicos jogos divertidos, labirintos e ainda alguns desenhos para colorir como brinde!
Eu senti que afeiçoei-me ainda mais a tais filmes e suas personagens precisamente por essa forma divertida de aprendizagem, de tal modo que hoje em dia ainda adoro profundamente os títulos referidos, sendo que alguns deles até foram pontos de inspiração para o meu livro.

Inspirada nessa velha época, o meu objetivo com estes Cadernos de Passatempos é fazer algo semelhante, divertir os leitores através de jogos clássicos e implementar os conhecimentos destes em relação ao livro, não tornar a leitura dos seus devidos capítulos muito aborrecida, além de tentar complementar a relação dos leitores com as personagens!



Fontes e Geradores usados
Muitos dos jogos incluídos nestes cadernos foram construídos tendo em conta o material disponibilizado em alguns dos seguintes sites:

http://www.mazegenerator.net/
https://www.educima.com/
LER ARTIGO COMPLETO!

Capitulo 4 - Esse é o meu destino

28 de agosto de 2017 |


O aroma proporcionado pelas mais diversas refeições prontas a servir pairava constantemente sobre o ar, desde o cheiro a algum peixe frito ou a carne guisada proveniente de algum animal raro e bastante valioso, preparado com todo o cuidado e requinte junto com os mais diversos acompanhamentos formando assim uma refeição completa. Esta grande mistura de aromas criava um cheirinho maravilhoso e único que dominava totalmente o esbelto edifício da realeza, indicando a todos os seus residentes que era claramente a hora do almoço, e logo igualmente tal fragrância deixava qualquer um com água na boca.
Vários empregados na cozinha do palácio pousavam organizadamente e com extremo cuidado muitos de tais alimentos em pratos distintos sobre grandes tabuleiros, em quantidades reduzidas e decorações ao estilho gourmet, preparando-se para os levar até a sala das refeições e servir assim algumas das maiores figuras de Dreamian com toda a dedicação, requinte e fidelidade. Alguns deles já carregavam estes mesmos tabuleiros educadamente e calmamente em direcção ao salão das refeições da realeza, um grande refeitório digno da presença das figuras mais ricas que poderiam existir naquelas terras.
Estes mesmos empregados entravam em tal salão por um pequeno e bastante esbelto corredor que interligava ambas as áreas de tal edifício glorioso. Toda aquela zona requintada onde tamanha realeza seria devidamente servida e igualmente saciaria sua fome com comidas de único atributo, lembrava um refeitório ou restaurante comum, porém muito mais formal, com belas decorações e riquezas, equipamentos da mais alta qualidade e grandes mesas dotadas das maiores e mais inimagináveis regras de etiqueta que poderiam existir.

Naquele mesmo salão, no preciso momento que tais aios preparavam-se para servir os pratos já previamente preparados na cozinha aos seus grandes senhores, (uma enorme corte que lá se encontrava, todos devidamente sentados em seus nobres lugares), o mundo pareceu parar repentinamente, pois a majestosa e importantíssima princesa Agnes entrava calmamente, acompanhada pela pequena, atrevida e desengonçada Chingka, a Lyndis, que a escoltava pois era obrigada a lutar contra a sua própria má vontade e preguiça para manter tal emprego de mera aia por qualquer motivo desconhecido.
Todos interrompiam os seus afazeres, os momentos de convívio vivenciados e criados por estes nos instantes anteriores enquanto esperavam pacientemente por suas refeições, ao se aperceberem da presença da jovem dama, esta que parava mesmo fora da grande porta da entrada daquele refeitório, observando atenciosamente todos os presentes a levantarem-se, estes em tal circunstância realizaram uma majestosa vénia, todos na maior e na mais perfeita sintonia, para receber a sua grande alteza.
A princesa já estava habituada a tal comportamento praticado por tudo e todos, e, portanto, apenas observava a sua grande família com um sorriso forçado, ela sabia que teria um grande futuro pela frente, e que nascera exclusivamente para vivenciar aquilo ou outros rituais da realeza do género a qualquer momento da sua jovem vida, pois ela era a futura Rainha, e muitos esperavam algo grande vindo dela, algo pela qual esta seria honrada ainda mais a cada dia que passava.

Naquele salão estavam cerca de trinta pessoas, apesar dos corredores e muitos dos restantes aposentos do palácio serem sempre vazios, nas horas do almoço e do jantar o salão era transformado numa das áreas mais movimentada e de grande convívio desta fortaleza, onde todos, ou quase todos os familiares de Agnes, encontravam-se presentes.

Ali também estavam presentes, bem posicionados ao redor das paredes de tal majestoso refeitório, enfileirados e bem silenciosos, carregando suas inúmeras armas firmemente, incontáveis soldados da classe mais alta que poderia existir naquele reino, eram os membros da grande e imponente Guarda Real, que serviam fielmente toda aquela família ali encontrada e lutavam em nome do seu bem estar e protecção. Igualmente, alguns Generais acompanhavam o rei, que se encontrava a apreciar a sua própria refeição recém servida. Eles não eram tão valorizados como o velho e majestoso General Raymond, que no momento encontrava-se ausente, e era o mais prestigiado de todos, mas estes o sucediam por serem quase igualmente fortes e imponentes, capazes de levar os maiores exércitos do reino até a glória em nome de todo um povo, em nome do rei, e por toda uma nação.
No caso, eram três generais ali presentes, usavam uniformes comuns de um General, um casaco com determinados emblemas e que diferenciavam entre si, dois deles eram meros humanos, já o outro, pela sua quantidade de penas ao longo de um corpo muito feminino e as esbeltas asas nas costas, tratava-se de, claramente, uma bela Kinnara.

Aquela grande corte era constituída maioritariamente pelos familiares mais chegados do rei, e já bastava assim, pois a princesa perdera a conta das vezes que conhecia sempre alguém novo da família, que ela nunca ouviu falar, mas que surgira do nada, por qualquer questão de interesse próprios, apesar disso, tal, mesmo se tratando raramente, ainda acontecia e a princesa sempre via uma cara nova.
Alguns desses mesmos familiares eram meramente distantes, com uma relação quase nula de parentesco e que de facto a própria princesa não entendia. Mas uma coisa era a certeza, as presenças de tais ditos familiares eram ali sentidas pelos mais diversos motivos: Uns estavam por obrigação, outros de facto queriam conviver e conhecer novos membros da família, além de existir aqueles que pura e simplesmente só se interessavam por dinheiro ou glória, aproveitando tal facto de serem próximos biologicamente ao rei ou á antiga rainha como uma peça no seu jogo de conquistar riquezas, poderes e prestígios.

Era o caso de Haddock, um velho desdentado, com pouca higiene e requinte, cuja a placa de dentes quase caia sobre a comida, motivo de chacota pela maior parte da corte ali reunida, este naquele momento estava sentado mesmo ao lado de algumas das tias de parentesco direto da princesa, irmãs do rei (tendo em conta que a nobre Rainha Luana não tinha irmãos, por qualquer questão que fosse), localizadas e devidamente sentadas na mesma ilustre mesa onde tal grande soberano do reino no momento se encontrava. Agnes sempre questionava o que este velho bêbado constantemente fazia ali e os seus motivos. No momento ela o observava confusa e atenciosa, tal idoso repleto de cabelos brancos sobre o rosto sempre dizia que era irmão de um tio do esposo de uma das tias de um certo tio do Rei.

- Nossa família realmente lembra uma alcateia de Telquines, ninguém sabe quem é irmão, pai ou avô, está tudo misturado! – O tal velho sempre gostava de estragar o momento com piadas deste género, sem qualquer sentido claro para o contexto, ou então fazendo sua dentadura velha e composta maioritariamente por falsos dentes amarelos nunca lavados cair propositadamente no meio do salão ou da mesa sobre a sua comida ou a comida dos outros. Pelo menos, apesar da sua idade avançada e personalidade muito insuportável, ele tinha um bom humor e conseguia alegrar muitos dos ali presentes, pelo menos quando não se lembrava de ofender algo ou alguém, não era este caso.
- Isso… Tem muita graça porque é verdade! - Lyndis começava a rir com o comentário desnecessário e fora do contexto vivenciado naquela circunstância da realeza, e dizia tais palavras de modo arrogante para si própria – Telquines são uma piada!…

Enquanto realizavam a vénia para receberem a sua deslumbrante princesa, ambas as figuras que estragaram aquele clima da realeza com tais comentários incrédulos acabaram por experienciar sobre seus corpos olhares profundamente ameaçadores vindas de todas as direcções, provenientes dos que ouviram tais rudes e indiscretas palavras, e que, pela infelicidade de tal dupla indiscreta e desrespeitadora, foram praticamente todos os ali presentes.
A princesa apenas ignorava tal anedota, enquanto os restantes claramente miravam tal homem e a empregada descaradamente, com desprezo por talvez terem levado esta simples piada para o lado mais malicioso da situação, de facto não era algo que se deveria dizer no momento em que cada um se levantaria devidamente das mesas, num género de importantíssimo e obrigatório ritual, para receber propositadamente e de modo bem fiel e educado a sua princesa e futura rainha do reino, era um grande momento de lealdade e honra estragado por uma brincadeira estúpida de um dito familiar que nem de familiar nada, de facto, tinha.
Haddock se apercebeu do seu erro, sentou-se e baixou a cabeça, tímido, talvez ficaria quieto durante todo o restante tempo de refeição para aquele inconveniente não ser transformado em algo futuro cujo o seu clima seria ainda mais pesado do que o já vivenciado, ou apenas preparava de modo discreto, utilizando sentimentos bem disfarçados, mais alguma outra piada futura. Para piorar tudo, o rei começou um pequeno sermão, que logo terminou quando o velho levantou-se da mesa e foi embora forçosamente acompanhado de alguns dos guardas. Dificilmente este mesmo idoso seria visto novamente no interior das grandes muralhas daquele palácio.
Naquele instante Lyndis fez-se de despercebida e, por fim, depois de todos devidamente sentados nos seus lugares, já descansados, com o clima mais leve e parcialmente esquecidos de tais comentários incrédulos, após aquele pequeno momento pesado, conduziu a princesa até a sua cadeira típica e requintada na mesa, mesmo ao lado do rei.

Era originalmente o trono da rainha, mas como esta já á muito tempo não se encontrava presente no palácio, Agnes ocupava assim aquele lugar ao lado do seu pai, um grande cadeirão belo repleto de decorações deslumbrantes com flores naturais das mais variadas cores e formas, mas um sítio triste e muitas vezes vazio…
Sentou-se educadamente, enquanto olhava ao seu redor, a empregada apenas se retirava em direcção á cozinha usando o mesmo apertado e limpo corredor que ligava até a cozinha e que empregados constantemente utilizavam num vai e vem interminável para carregar os mais variados pratos a serem servidos ou loiça suja até onde devidamente seria tratada. Esta pequena Chingka que também afetada pelos maus olhares devido ao seu comentário á anedota do velho, possivelmente não iria voltar ali assim tão facilmente, a não ser que alguém seu superior a obrigue a servir as mesas e toda aquela deslumbrante corte mais uma vez.
A princesa no momento fica então encarando o próprio trono onde se encontrou sentada, belo e repleto de rosas e outras flores de cor leve e agradável, além de bem naturais, durante indeterminável período de tempo, um ar triste e profundamente pensativo era transmitido pelos seus brilhantes olhos azuis, como se ela sentisse falta de alguém, alguém que ficara perdida num oceano de memórias frias e tempestuosas.
Logo repara no carinhoso, aconchegante e salvador olhar do rei sobre ela, com um pequeno sorriso um pouco tímido e ao mesmo tempo de preocupação, ele logo colocou a mão levemente no ombro da jovem, socorrendo da angustia da saudade e acordando esta na realidade.

- Então filha… Como estás hoje? – Ele questionava suavemente. Durante todo aquele novo dia, era a primeira vez que Agnes via o seu pai, os assuntos de rei realmente o deixavam bem ocupado e ausente, e assim, tal como muitos dos outros membros daquela corte, a jovem raramente o encontrava em outra zona ou ocasião vivenciada pela realeza.
- Estou bem… - Ela respondia, igualmente com um sorriso tímido á medida que desviava seus olhos dos olhos acolhedores do pai, ao baixar a cabeça, encarava uma empregada meramente comum a lhe servir educadamente a sua refeição, além de auxiliar com profunda dedicação toda a restante mesa, tirando o monarca, que já fora servido com seu abençoado prato anteriormente e havia beneficiado de modo claro por ser o grande soberanos, o majestoso superior de todos.
- Como correu a manhã? Aprendeu algo útil com o Franklin? – A princesa movimentou levemente a cabeça, como sinal afirmativo ás recém questões propostas pelas palavras doces e respeitáveis do seu glorioso pai - Já sabes como as coisas funcionarão amanhã certo?

Permaneceu quieta após ouvir tais palavras, pareceu um pouco nervosa por se relembrar dos comemorativos do seu aniversário, o soberano apenas notava tal ao ver os gestos e a expressão facial da filha demonstrados logo depois de tal lembrada questão.

- Não se preocupe, vai correr tudo bem… - Ele tentava confortar a filha com suas palavras calmas e sinceras enquanto a observava bem de perto, demonstrando um grande carinho de pai em sua face – O cortejo passará pelas principais avenidas da nossa cidade, como o usual, a única diferença este ano, é que iremos num ritual até o Obelisco, o Franklin deve ter-te explicado devidamente os procedimentos.
- O Obelisco? – A princesa questionava, talvez ainda não tinha tomado total conhecimento de tal informação relevante. Provavelmente o seu mentor não lhe havia explicado, de facto, aquela parte de seus deveres reais durante o glorioso cortejo do seu aniversário.

Todos os anos a princesa fazia o mesmo, um longo ritual de cortesia composto pela maioria dos membros da família real utilizando as suas vestes ao mais alto nível, neste, acompanhados pelas mais majestosas carruagens e montarias, além de toda a Guarda Real enfileirada e em ordem, passavam em uma nobre procissão pelas maiores avenidas daquela pequena cidade durante toda a manhã apenas para mostrarem seu glorioso poder ou serem honrados aos olhos do povo.

Mas este ano, seria diferente, a princesa baixou a cabeça, desenhava no seu pensamento o mapa do seu grande e futuro reino e começava a imaginar todo o longo caminho a percorrer durante tal dia angustiante. O Obelisco era um glorioso monumento de guerra que existia longinquamente no outro lado da cidade, ao norte, mesmo na fronteira entre a província de Sothica (onde esta mesma cidade pela qual o palácio pertencia era encontrada) e a província de Almont.
Ele situava-se perto das ruínas e cemitérios de Garamond, assim aquele mesmo Obelisco igualmente honrava os falecidos de eras antigas, além de velhos e nobres ancestrais que lutaram no passado em nome da paz e libertação, estes também poderiam ser pessoas comuns, que não fizeram nada de relevância, mas que suas almas mereciam tal monumento de honra e gloria em nome do simples facto deles terem nascido e vivido nos braços dos reis e rainhas do passado. Parecia á primeira vista uma filosofia estranha, mas a verdade, é que este Obelisco mantinha ainda muitos outros segredos igualmente incógnitos.

Porém tal detalhe não preocupava a princesa, ela até pareceu feliz pelo facto de ir visitar um cemitério e ruinas abandonadas de outros tempos, para, possivelmente, honrar os mortos da guerra e a sua própria vida. O que esta realmente temia era a existência da grande região de Lucida, uma área comercial e industrial enorme, extremamente importante, existente perto de Garamond. Lucida ocupava todo o Oeste de Almont e interligava as terras quentes e temperadas de Sothica até a altas montanhas e tundras geladas da província de Naimin, eram gigantescas avenidas em vales estreitos e extremamente movimentadas, apesar de toda a restante província de Almont ser muito remota, abandonada e misteriosa, além de conter relevos muitos desmedidos e acidentados e terríveis campos de guerra perdidos e temidos pelo tempo.

No momento a princesa apenas pensava: Era completamente impossível ir até aquela grande cidade industrial num só dia. Já para chegar apenas ao próprio Obelisco, esta ainda iria demorar longas horas, praticamente uma única manhã e uma única tarde gastos só na ida, e a volta ocorreria dentro de uma noite, se seus cálculos estivessem certos. A distância geográfica entre tais zonas era profundamente imensa.
Ao contrário dos outros anos o objectivo não seria andar uma manhã inteira nas principais avenidas de tal cidade bem pequena em comparação á zona comercial e industrial de Lucida, por sinal. Seria ir mais além, passar um único dia, vinte e quatro longas horas seguidas, praticamente fora do palácio, algo que esta mesma princesa odiava, talvez não estava habituada, ou teria medo de algo, ou alguém…

- Fique descansada, seremos acompanhados pelas nossas melhores e mais rápidas montarias e por toda a Guarda Real e muitos dos Generais, é só ir até o Obelisco e voltar, não iremos passar por mais nenhuma zona do reino. Ir até Lucida seria demasiado, além de desnecessário… – O rei comentava, pois ao observar a expressão facial da sua filha, já previa os seus pensamentos, como qualquer membro da família, este já conhecia a própria filha pelos mais estranhos meios tais como a mais mínima expressão facial, apesar dele próprio ser bem ausente – Iremos demorar uma manhã e uma tarde só na ida, como claramente deves prever… Depois do ritual, passaremos a noite numa das Fortalezas de Garamond recuperadas pelo Duque de Almont, partilhemos de regresso logo de manhã. Sobre o que se trata aquele glorioso ritual… Parece que o Franklin foi muito incompetente com os teus ensinamentos hoje…

A princesa afirmava tal usando timidamente gestos com sua cabeça, ela não queria fazer o seu mentor ter problemas, mas no outro lado da moeda preferia e não queria mentir no assunto, pois estaria a arriscar, além dela própria por vezes ser demasiado sincera com a verdade.

O soberano deu um suspiro impaciente e criou logo uma expressão facial bem mais seria, ele de facto iria dar um sermão ao senhor Frank por tal irresponsabilidade em sua parte, então, decidido em ser ele próprio em explicar, nem que parcialmente, tais coisas importantíssimas á filha, logo chama uma empregada, disse-lhe qualquer coisa no ouvido, em profundo silencio para mais ninguém ali encontrado conseguir escutar.
Esta sai logo do refeitório, mas passado pouco tempo, volta bem rapidamente, trazendo uma elegante almofada com um misterioso objecto sobre ela, além desta estar acompanhada por diversos guardas que se certificavam que tal relíquia não seria destruída ou roubada.
Aproximou-se da princesa com o mesmo objecto. Uma Tiara prateada encontrava-se entre o tecido encarnado e bordado com decorações a ouro daquela deslumbrante travesseira, a dama observava atenciosa e com seus profundos e brilhantes olhos azuis tal jóia, uma antiguidade cintilante e em perfeitas condições, cuja a prata e as jóias ricas que a constituíam deixavam qualquer um se encantar com tamanha excelência da realeza. Toda a corte parou, colocou os olhos sobre tamanha jóia, devorando o seu brilho, totalmente maravilhados com aquela imensa raridade.

- A Tiara das Almas, uma das gloriosas seis relíquias da nossa realeza, como sabes, fora criada pelas ancestrais heroínas Andrea e Mia, guerreiras da Segunda Era… Ela faz parte de um dos rituais mais antigos da monarquia… - O rei realizou um certo sinal, a empregada, acompanhada pelos majestoso guardas protectores, apenas retirou-se com tal majestosa relíquia em suas mãos do refeitório, guardando esta no seu devido lugar de alta protecção algures naquele palácio, depois este imponente soberano encarou os Generais ali encontrados – Agora eu tenho outros assuntos importantes a tratar… Se não te lembras como é este mesmo ritual, o melhor é ires até a Biblioteca com algum dos nossos mordomos depois do almoço para melhor te informares…

A princesa já ouviu falar de tal, claramente importantíssimos detalhes de tais dimensões pertenciam á sua educação e etiquetas com o mestre Franklin, porém decidiu que o melhor a fazer seria seguir o conselho do seu pai mais tarde, a verdade é que a princesa adorava aquela biblioteca e era onde esta passava mais tempo além do quarto, geralmente na companhia da sua mordoma Iara, além de ser uma pequena desculpa para se baldar a outros assuntos da realeza.
Porém algo não batia certo para esta, se ele fosse realmente o ritual que a princesa imaginava e recordava no momento, á muito que o mesmo deixara de ser praticado por qualquer questão misteriosa, mantida em silêncio pelos antigos reis e ancestrais familiares. Porque seu pai iria recuperar um costume desses? E se ele o fez, seria capaz de retomar a tradição de decidir o marido para a sua filha? A princesa tremeu, tentou se concentrar sobre a comida, não queria pensar no dia em que teria de cometer tamanha decisão que guiaria completamente o seu futuro no dia do Concílio, as possibilidades do seu desfecho eram muitas.

Agnes iniciou então a sua refeição, no meio de diversos talheres e de grandes etiquetas ela claramente escolhia o correto para tratar do alimento em questão, já estava acostumada a tais éticas desde muito nova, e, portanto, muito dificilmente se enganava no uso do talher apropriado para comer o peixe ou a carne.
Passou um grande momento de silêncio, os membros da família conversavam entre si e pouco, ou praticamente nada, davam grandes atenções a diálogos diretos com a sua princesa, para muitos era como se apenas estar na presença desta e da do rei fosse o mais importante, sem procurar uma boa relação com esta. O grande soberano acabou mais preocupado em acompanhar e participar na conversar com os tais três oficiais do exército ali encontrados. Esse diálogo era exatamente sobre técnicas de luta e estratégias entre outros assuntos de relevância e de dimensão política, assim praticamente ignorava a jovem.
Era de  notar que ele bem tentava prestar mais atenção á sua filha, pois interrompia sempre o seu discurso com tais altos guerreiros para lhe questionar alguma coisa de modo dedicado ou cheio de preocupação, nem que fosse o mais idiota ou o mínimo que seja, por vezes fazia sempre o mesmo tipo de pergunta. Existia dias que ele próprio acabava por lhe dizer o mesmo género de diálogo, frases e questões idênticas de dia para dia, sempre pronunciadas de modo seguido. A princesa respondia sempre o mesmo, e muitas vezes acabava impaciente por tal constante repetição. Tais generais no momento puxavam mais pelo diálogo entre eles fazendo o rei deixar por longos minutos as conversas com sua filha, era o usual.

Ela raramente passava tempo com o seu pai, somente nas refeições ou em algum outro caso especifico, eram poucos os momentos quando ambos se encontravam, ele andava muito ocupado com seus deveres de grande monarca que pouco, ou praticamente nada fazia com a exclusiva presença da família, especialmente com a filha, além das refeições de requinte, aniversários e outros pequenos festejos de importância relevante.
A princesa continuava a apreciar calmamente a sua refeição, o rei, novamente, parou o dialogo com seus generais e encarou a princesa, ele começou a rir sinistramente, lhe questionando algo vindo do nada.

 - Filha… Não achas nada de diferente aqui?… - Ele perguntava, ainda com sua gargalhada á medida que apreciava uma grande taça dourada cheia de alguma bebida, nomeadamente vinho.

A princesa, confusa com tal, olhava ao redor. A corte reunida naquela mesa continuava a prestar alta atenção á sua refeição, aos diálogos calmos entre eles e a encarar o rei de um modo extremamente respeituoso que atendia aos seus interesses, as decorações do salão eram limpas e mantinham-se sempre as mesmas, as mesas em si igualmente, o antigo trono da sua mãe pelo qual ela encontrava-se sentada estava no mesmo estado deslumbrante e honorável de sempre. Então Agnes ao chegar a uma conclusão óbvia fitou muito seria a face do seu pai e disse não com um simples gesto.
Porém, repentinamente sentia quatro mãos a agarrarem o seu corpo, assustada, foi como se esta tivesse dado um grande pulo, entrando logo no estado de sobressaltada, procurava soltar-se desesperadamente do meio daqueles braços e suas devidas mãos a acariciar e a apertas suas bochechas, como se ela de uma criança se trata-se.

- A nossa querida sobrinha e neta! – Duas mulheres diziam, estas não paravam de apertar a jovem num longo abraço cheio de carinho, amor e saudade.

Quase ficava sem fôlego devido a tanto aperto, não estava acostumada a familiares lhe tratarem daquela forma bem peculiar, todos geralmente lhe faziam uma vénia ou beijavam delicadamente a sua mão sempre que se encontravam frente a frente nos corredores do palácio ou outras áreas exteriores e constantemente diziam frases e palavras cheias de fidelidade e educação.
Para as pessoas pelo qual continham uma família mais comum, tal comportamento que agora estava a ser experienciado pela princesa Agnes era bem recorrente e habitual, mas no caso, era claramente diferente e extremamente raro alguém expor-se á princesa de tal modo incomodo.
Agnes tentava não chamar os guardas, os generais ali presentes ou pedir a ajuda do seu próprio pai ou a algum membro da corte que estivesse próximo, para evitar ser, ou parecer ser, uma donzela em perigo, e assim com muito esforço tentou ser a sua própria heroína ao soltar-se, depois de longos minutos angustiantes, dos braços de tais mulheres.
Ela já sabia, ou profundamente desconfiava, da identidade das únicas pessoas que lhe faziam tal ato que esta praticamente pouco ou nunca tinha experienciado e por vezes condenava.
A princesa, fora do alcance daqueles braços e apertões, finalmente conseguiu encarar as faces de tais repentinas figuras, ela não sabia exactamente que sentimento demonstrar, frustração ou raiva por ter sido exposta a tamanho e incomum abraço, ou felicidade por receber ambas aquelas familiares que, pelos vistos, a muito eram perdidas nas suas visões e encontros do dia a dia.
Encarou as duas mulheres atenciosamente, uma era alta e muito magra, já a sua companheira era mais baixa de altura e com algum peso a mais.

- Tia Lucy e tia Judy? – A princesa questionava, ela pensou bem no caso, reflectiu sobre o comportamento e personalidade de ambas as novas figuras que esta á muito conhecia e que pouco reencontrava, então para não fazer partes de mal educada com a inesperada visita em frente a toda a sua família, dava um pequeno sorriso muito tímido, por fim.

Era muito raro Agnes sorrir, mas sempre que ela o fazia demonstrava uma energia encantadora, tal sorriso era realmente magnifico, especialmente acompanhado com o brilho de seus deslumbrantes olhos azuis acompanhado com os movimentos leves dos seus cabelos loiros. O rei apenas sorria, um sorriso que lembrava mistura de felicidade e ao mesmo tempo, de certo modo, tristeza e saudade, ao encarar a jovem, ele sussurrava qualquer coisa para si próprio e para os oficiais que o acompanhavam, a princesa estava tão distraída na interação com aquelas novas personagens presentes que não prestou atenção á nobre e profundamente tímida frase dita pela voz grossa, mas serena e respeitável do seu pai.

- Aqueles… Aqueles são os olhos da sua mãe…

Ambas as mulheres utilizavam uma roupa igual entre si, era um manto totalmente negro que lembrava trajes de assassinos e um capuz sobre a cabeça de igual cor, além de uma longa capa heróica que era capaz de esvoaçar com rajadas de vento de forma bastante elegante e destemida. Tal roupa, apesar do carácter gótico e assustador, era bem aconchegante e repleta de belos desenhos em cor cinza que lembravam rosas ou qualquer outra flor, dando um excelente ar de requinte ao seu próprio estilo sombrio.
A tia Judy era a mais alta, o que mais se realçava em seu corpo eram as costas, extremamente grandes e largas, lembrava muito uma corcunda, porém andava perfeitamente normal de coluna reta, era como se tivesse alguma coisa que quisesse esconder do mundo atrás de si usando as suas vestes negras, algum grande defeito talvez. Já a tia Lucy era a mais baixa e com peso a mais, no seu corpo sobressaia umas botas negras que se realçavam por serem imensas e quase suportavam sua barriga.
Enquanto Judy era uma mulher geralmente séria que utilizava uns pequenos óculos e constantemente usava um panteado de rabo de cavalo, Lucy realçava-se pelo cabelo solto, muito oleoso e extremamente mal lavado, além de despenteado e cheio de nós.
Eram meias irmãs da mãe do rei, assim tias de segundo grau da princesa, as duas nunca gostaram de se relacionar com a realeza, elas próprias nem pareciam pertencer a uma linhagem da monarquia tendo em conta o seu aspeto peculiar, sempre preferiram a vida de aventura, eram assim bem ausentes na vida da princesa desde sempre. Os reais motivos, pois tais aparentemente existiam, eram bem misteriosos, tal como a própria aparência de ambas, que praticamente nunca mostravam o seu corpo numa visão completa pois sempre usavam algum capuz ou um longo manto negro sobre a sua pele. Elas próprias admitiam á Agnes em privado que não gostavam de se relacionar com a sua família, a gloriosa linhagem dos Seurine.

- Então querida? Não sabias da nossa presença aqui hoje? Enviamos uma mensagem a semana passada através do mensageiro Falknor a avisar que iriamos comparecer! – A mulher mais gordinha dizia tais palavras de um modo bem extrovertido.

Ela bem que tentava abraçar novamente a princesa, porém um dos guarda da Guarda Real ali presentes recorria ao uso de uma longa lança para impedir tal comportamento e tamanha aproximação, pois este notara que devido a sua reacção anterior, tal fora muito mal recebido pela princesa, então criou tal ato para proteger esta na tentativa de evitar mais alguma das suas insatisfações.
Naquele momento a princesa lembrou-se das palavras de Iara durante um certo dialogo que ambas tiveram durante aquela mesma manha, foi então que ela própria se questionou e encarou ao redor. Onde estaria tal mordoma? Agnes perguntava para si própria, ficava tanto tempo ao lado daquela velha e nobre Sonnure que por vezes apenas não queria passar longos minutos separada da presença desta. Era quase como uma grande protectora, Agnes dificilmente admitia ou aceitava tal, mas para muitos, era o que sempre parecia.

- A senhora Iara me avisou dessa mensagem… - A princesa respondia educadamente, voltando a encarar a sua nobre refeição, as suas duas tias de segundo grau começaram a rir, elas sentaram-se devidamente naquela mesma mesa, nos únicos lugares vagos, que possivelmente já se encontravam desocupados propositadamente, convenientemente prontos para receber a presença destas.

Mal experienciada visita surgida, os momentos seguintes, foram um tanto inabituais como impressionantes: Estas começaram logo a atacar o vinho ou qualquer outra bebida alcoólica ali encontrada, ao pedirem directamente aos empregados de mesa para enxerem suas taças até uma quantidade bem considerável, o rei não criticava aquele comportamento repentino, muito pelo contrário, juntou-se logo á festa, e de seguida, os três oficiais mais altos do exercito ali encontrados também se concordaram aquele impulso.
Todos os adultos encontraram-se igualmente a apreciar os mais variados tipos de bebida que o menu daquela grande cozinha dispunha, era como se ela fosse um grande restaurante ou taberna com tudo gratuito e disponível, da mais alta qualidade, para oferecer directamente a tais grandes e importantíssimas figuras sempre que estes desejassem.
Tal pequeno momento de entretenimento sempre foi acompanhado por conversas mínimas e algumas brincadeiras entre a princesa e aquelas suas tias bem peculiares, estas e todos os encontrados, estranhamente, e apesar de todo o álcool ingerido, continuavam a dizer perfeitamente frases bem sólidas e bastante compreensíveis, talvez já estavam habituados a tamanha embriaguez.

- Então Agnes… Como vai a vida com os namorados? – Lucy era bem intrometida com os mais variados géneros de assunto, uma tia típica, ela questionou tal tema repentinamente, era possivelmente uma simples e pequena brincadeira bastante comum em diálogos, esta só queria chatear a jovem de alguma forma convincente.
- O quê?... – Agnes ficava praticamente vermelha, não sabia exactamente o que responder, o seu pai, por já se encontrar um pouco bêbado, começava a rir com tal questão proposta e por observar a reacção manifestada pela nova expressão facial adotada pela sua própria filha naqueles instantes.
- É melhor começares a pensar no assunto seriamente, sabes perfeitamente o que eu quero no dia da Reunião do Concílio, caso contrário serei eu quem vai decidir o meu futuro genro, o próximo rei! – O pai dizia encarando a filha com um sorriso acompanhado por umas bochechas e um nariz extremamente vermelhos devido á sua bebida, á medida que dava um valentes goles no líquido da sua enorme, dourada e requintada taça, Agnes pareceu bem preocupada ao se relembrar do assunto, mas tentou-se conforta ao pensar nas palavras do seu mentor, por outro lado, a recuperação de um ritual da realeza a assombrava e temia mudanças repentinas nas ordens do seu pai.
- Pfff… - A Tia Lucy não ficou satisfeita com tal comentário – Isso é algo do antigamente, totalmente antiquado hoje em dia, deixa a menina ser livre para amar e seguir seus sentimentos!…
- Amor é coisa de camponês! – Uma das mulheres ali presentes, sentada elegantemente nesta mesma mesa, logo se impunha naquele assunto.

Devia ser mais alguma outra tia, no caso uma de parentesco mais próximo da princesa. Parecia ser alguém de idade avançada, mas ainda mantinha bem conservada a essência da juventude, se realçava pelo longo vestido vermelho escuro e bem ao estilho medieval, apertado e cheio de tecidos bem decorativos que realçava uns grandes seios e um profundo corto sedutor. Aquela era Rebecca, fora uma das mulheres mais encantadoras da sua geração e, apesar de já conter por volta de uns sessenta anos e ser mãe de uns sete deslumbrantes filhos, muitos ali igualmente presentes naquela mesma corte, ainda se mantinha firme e muitas adolescentes invejavam aquela aparência jovial dotada de praticamente nenhuma cicatriz do tempo.

 – O dever de ser uma Rainha é um assunto profundamente sério, ela não terá tempo para brincar com sentimentos, apenas em se preocupar em manter o poder e a linhagem da nossa família ao conseguir um marido conveniente para ajudar na governação do reino e um bom pai para herdeiros! – A velha mas jovem e sedutora mulher continuava.
- Homem? Filhos?... Talvez ela não queira isto… No fundo, a vida dela vai ser só isso? – A tia Lucy começou a ficar realmente muito impaciente com tais interpretações oportunas da sua brincadeira e dizia tais palavras sem pensar na razão.
- Preferes condenar o destino desta família a um rafeiro qualquer? – A outra mulher sedutora pronunciava bem constrangida, começou por dizer outras palavras em defesa dos seus ideais mas a algazarra criada por todos sobre o assunto abafou-as no ar e em instantes seguidos todo o diálogo permaneceu incompreensível e lembrou uma discussão de ideias e opiniões.

A princesa, apesar de estar em silêncio, ficava pensativa e incomodada com tal argumento, era notório, esta queria dizer qualquer coisa sobre tal assunto, mas assim em profundo segredo, acabou caindo na própria confusão da conversa, sua mentalidade era invadida por novos pontos de vista que geravam constantemente opiniões incertas. Aquilo era o seu destino, mas ao mesmo tempo, tal não lhe parecia certo, apesar de ter sido criada dentro daqueles costumes, e ao ouvir tantas opiniões diferentes provenientes pelos membros da sua família a deixaram ainda mais na insegurança longe da razão.

- Lucy! Ainda não percebeu que este é o sentido da vida da nossa sobrinha? É o destino dela, ela desenrasca-se bem e sobrevive!… – Judy, apesar de ser uma mulher bem calada, talvez para não prestar grandes atenções sobre si e sobre sua aparência de corcunda, dizia aquelas palavras em uma tonalidade extremamente baixa. Ela também não estava de acordo com a lógica daquela família, mas pronunciava aquele argumento numa tentativa fracassada de terminar a discussão sentida de uma vez, sem criar mais nenhum sobressalto.
- Esse é o meu destino… - A princesa reflectia tal, finalmente pronunciava qualquer coisa em sua defesa com palavras bem silenciosas e profundamente tímidas além de certa forma, tristes e sem qualquer convicção.
- Queres realmente aceitar uma coisa dessas? Queres realmente viver assim? Se seguires esse caminho, serás mais feliz? – A tia Lucy questionava, apesar dos claros avisos e sinais silenciosos de Judy para esta parar com os argumentos inadequados por mero respeito, sua irmã era uma mulher teimosa e então insistia em continuar com tal discussão.

A jovem hesitou na sua resposta, inundada pelas mais variadas questões, respirou fundo, fechou os olhos, e com muita calma pronunciou aquilo que pensava no momento.

- Acredito que… A felicidade é relativa... Aquilo que eu farei… Será pela saúde e bem estar do meu povo…

Com tais palavras, todo o refeitório parou a discussão e assim entrou repentinamente em silêncio, a tia Lucy, naquele instante decidiu permanecer igualmente em tal profundo sigilo por qualquer questão não explicita. O rei e muitos dos presentes apenas olhavam orgulhosos para a decisão da jovem, os olhos de todos, um tanto desconfortantes sobre ela, indicaram-lhe evidentemente que a maioria dos membros daquela corte queriam ouvir exactamente algo igual ou semelhante vindo da sua princesa, mesmo que suas palavras tenham sido pronunciadas apenas por falsidade ou insegurança, com o comum objectivo de agradar a vontade arrogante de todos os presentes.

A tia Judy aproveitou aquela oportunidade de quietude e assim tirou debaixo do seu manto negro alguma coisa, e entregou á jovem, era um pequeno presente, pelo formato uma caixa embrulhada com algum papel de enfeite velho e de modo bem descuidado, acompanhado por um laço encarnado que tentava esconder os defeitos de tal papel antigo e rasgado. Pareceu um presente pobre, mas realizado ou comprado com grande amor, o mesmo era, igualmente, muito leve que até parecia não suportar nada em seu interior. Era notório o esforço de ambas as tias em tentar oferecer algo.

- A verdade é que… Nós viemos cá apenas por um motivo bem especifico… Entregar-lhe este presente, pessoalmente… Desejamos um feliz aniversário!  – Ela dizia de modo bem alegre e de tonalidade alta, como acontecia geralmente em tais situações de comemoração.

A princesa aceitava o embrulho em suas mãos e o observava atenciosamente e com uma profunda curiosidade, ela simplesmente não o abriu e deu um pequeno sorriso muito tímido a agradecer, de seguida uma das empregadas ali encontradas, a pedido das palavras calmas e pouco sonoras da própria princesa, levou com toda a certeza tal presente até os seus aposentos reais, onde este iria ser perfeitamente guardado para ser aberto no dia do amanhã.

- Ela só faz anos amanhã sua tosca! – O rei resmungava á medida que observava aquela mesma aia a sair com tal embrulho, enquanto ele bebia ainda mais vinho a uma velocidade incrível e pedia sempre a um determinado empregado que carregava inúmeras garrafas para repor o conteúdo de sua taça.
- Eu sei! – Aquela tia suspirava com uma profunda impaciência ao observar o seu sobrinho naquele estado psicológico – Nós já estamos de facto de partida, voltaremos dentro de uns meses… Quando podermos claro!…
- A vossa visita na véspera do aniversário da princesa, e esse presente, já valeu a pena… - Uma das Generais que se encontravam com o Rei, a tal Kinnara, pronunciava aquelas palavras geradas através das suas atenciosas observações.

Os três Generais ali presentes eram bem distintos entre si. A Kinnara chamava-se Kuvira Rainbow Feathers, uma deslumbrante mulher cujas penas variavam em vários tons de roxo, púrpura, azul ou ciano, era descendente de uma das famílias mais belas de Kinnaras e de toda a Dreamian, apesar da aparência frágil e jovial, característica de sua própria Espécie, era extremamente poderosa, tais como todos os seus descendentes. Utilizava uma armadura prateada, extremamente leve e de placas metálicas, coberta por um fino casaco de oficial, sobre o corpo, penas e asas, ela não continha qualquer arma, já que em tal ocasião não era necessário, por isso sua especialidade não era visível.
Gorm Claribel e Ryuku Varrick eram os nomes completos dos dois restantes generais ali presentes, ambos pareciam bastante jovens, com vinte e poucos anos, e de forma impressionante já continham um enorme prestigio no exército. Ryuku era claramente um mago genérico, já Gorm devido ao seu corpo grande e musculoso indicava ser um típico e normal cavaleiro, possivelmente portador de um escudo e de uma longa espada. Pelo mesmo motivo de Kuvira, não se encontravam equipados no momento devido a tal ocasião de convívio e refeição vivida.

– Fora uma importante demonstração de afeto e valor, apesar do tempo não permitir maior aproximação. Já agora e mudando de assunto… Nobres senhoras, que noticias trazem das vossas viagens? – A tal Kinnara acrescentava ao seu discurso.
- Nada de relevante… - Lucy dizia com um suspiro angustiante e ao mesmo tempo depressivo á medida que ingeria mais alguns pequenos goles de uma bebida alcoólica – As aventuras já não são como antigamente… Viajando aqui e ali, encontrando tesouros, explorando fortalezas antigas, perseguindo as Entidades do Oculto em nome da nação… Tudo tentativas fracassadas que ocupam bem o nosso tempo como mercenárias… Mas já não sinto o mesmo amor que antes por tais aventuras… - Ela deu novamente outro suspiro profundamente desgostoso – Não sei… Parece que elas já não são a mesma diversão que eram durante nossa juventude…
- Nós estamos a levar tudo demasiado a sério, mas acho que a maior verdade é que estamos a ficar velhas – A tia Judy dizia directamente á sua irmã – Se não fosse aquilo que sabes…. Eu iria me aposentar de tudo e todos, e ficar aqui com nosso querido sobrinho que é um rei dito justo dentro de um papel nesta imunda corte, talvez fazendo um teatro de velha bêbada e desdentada!
- Eu acho que isso, nós todos já somos! -  A tal bela mulher de longas asas e deslumbrantes penas, figura angelical de grande relevo, dizia na tentativa de brincadeira, esta talvez estaria igualmente bêbada por aceitar daquele modo uma critica pouco explicita á família real. Logo adota um ponto mais sério em seu discurso – Pior parte é ver esta juventude pouco preocupada com tal… Parece que já não querem viver aventuras e combater os males da nossa nação…
- Nisso existem excepções. Claro… - O mago Ryuku, um dos outros generais ali encontrados, decidiu igualmente participar na discussão, o seu colega, o cavaleiro Gorm, concordava com tal comentário, afinal, ambos eram igualmente jovens, muito sérios e bem interessados nos assuntos de guerra, ao contrário de muitos outros da sua geração como já referido.
- Realmente – Judy decidiu participar identicamente na discussão – A maioria fica o dia inteiro fechados em casa nos quartos a fazer qualquer coisa de inútil ou saindo com amigos em festas e numa pura vadiagem… Nem mesmo mercenários como eu e minha irmã, que trabalham e viajam por ai em troca de dinheiro, eles querem ser!
- Se não fosse a Academia Militar obrigatória em quatro das nossas sete províncias, eu até diria que Dreamian já não tinha mais ninguém no exército além de velhos delinquentes, e mesmo assim, estes novos recrutas são bem fracos e preguiçosos… - A Kinnara comentava com palavras bem sinceras.
- Alguns casos se salvam, joviais guerreiros só precisam de uma motivação maior… - Agora era a vez de Gorm comentar sobre o assunto, enquanto apreciava alguma bebida em sua taça, tal como os demais na sala, de certo modo, ele parecia saber o que estava a dizer e até podia ter toda a certeza.
- Eu ainda queria ver essa gente jovem de hoje a lutar na Guerra das Rosas, pouco ou nada aguentariam no campo de batalha – A tia Lucy comentava sem qualquer despreocupação, a divisão inteira encarou-a, parada e perplexa, todos começaram a ficar com um ambiente bem peculiar depois da menção a tal titulado acontecimento – Só de pensar que ainda não conseguimos capturar aquela criança que atormentou a nossa Rainha…

Ela, com certo ódio, fechou o punho e o embateu naquela mesa, falta de educação por um lado, mas por outro e, apesar da sua idade avançada, demonstrou imensa força muscular, tal fora algo que criou um longo período de silêncio entre todos, porém, Lucy acabou por continuar seus comentários.

- Imaginem, se com aquela idade ele praticamente sozinho derrubou um único batalhão num piscar de olhos, hoje em dia ele já deve estar um jovem profundamente poderoso… Até parece que tal guerra ainda não terminou com todos esses bandidos, inimigos da nossa nação a apreciar a vida e a rir da nossa cara que andando por ai escondidos de tudo e todos… - Acrescentou ela por fim, usando palavras repletas de raiva e ao mesmo tempo dotadas de um toque de tristeza.
- Ainda tenho interesse em o enfrentar… Todos dizem que os poderes mágicos daquela poderosa Irmandade foram um tremendo fracasso, significa que ele seria um inimigo á minha altura… - Ryuko sendo um poderoso mago do exército comentava um pouco daquilo que pensava sobre tal misterioso jovem, tendo em conta os inúmeros rumores vivenciados sobre tais acontecimentos daquela guerra.
- Eu diria mais que estamos numa pausa, e que esta guerra ainda de facto não terminou… - A Kinnara, igualmente General do exército bem antiga e que de tal modo entendia profundamente estas realidades, dava um suspirou enquanto observava o vinho no interior de sua taça em movimento, esta estremecia o mesmo e observava tal objecto com cuidado como algum brinquedo ou distracção enquanto não ganhava novamente o desejo de beber o seu conteúdo – Eu apenas sinto que um futuro grande virá em breve…
- É uma situação muito preocupante… Ainda tenho que avisar o Raymond e os restantes Generais sobre métodos de incentivar e treinar mais esses soldados novatos lá na academia… - O soberano fechava os olhos e suspirava, seu corpo se enchia de uma profunda tristeza por alguma coisa e devido a esta, no momento, o álcool em seu sangue pareceu, de forma magica ou misteriosa, já não criar nenhum efeito em sua inteligência, sua voz era agora em um profundo tom depressivo que demonstrava uma angustia e arrependimento, por algum motivo, tremendo, era como se tal monarca fosse um pobre fracassado encontrado no fundo de um poço – Estamos naquela exata altura do ano… Altura que tudo pareceu… Acabar…E hoje faz… Precisamente… Dez anos…

Com aquelas palavras, o salão inteiro parou, repentinamente, todos acabaram em um profundo e horrendo silêncio, a Guerra das Rosas era um assunto profundamente delicado, intensamente sensível a muitos dos membros de tal corte. Estes raramente pensavam nas desgraças que mudaram completamente a vida da realeza no passado e que destruíram a sua velha e verdadeira felicidade… Tal assunto sempre fora um misterioso tabu… Este era um desses mesmos raros casos em que o rei aceitava tal menção, apesar de mínima, além dele mesmo e alguns membros daquela família e amigos conversarem, precisamente, sobre esta.

Preocupado por alguma coisa não explicita, este monarca encarou de relance o trono ao seu lado, repentinamente notara a falta da sua filha, esta sairá do refeitório silenciosamente, rapidamente e sem ninguém notar, deixando mais de metade da sua refeição ainda por ingerir. Mal todos aqueles ali presentes mencionaram o nome de tal misteriosa guerra, a princesa já haveria saído dali em passos rápidos, imensamente perturbada. Ela foi uma das pessoas daquela mesma corte mais afectadas por tal acontecimento histórico de grande relevância.
Nem mesmo as empregadas fieis ali encontradas e sempre presentes servindo todos á mesa repararam em tal súbita saída, foi como se ela tivesse desaparecido igual a uma triste e depressiva alma sem corpo.

O soberano colocou ambas as suas mãos fortes sobre a cara, parecia querer chorar, mas aguentava-se fortemente para não demonstrar fragilidades a todos os ali presentes, pois tal seria inconveniente tendo em conta o seu elevado e importantíssimo estatuto. De seguida, suspirou levemente para tentar aliviar a sua profunda e incógnita dor.

- Quer que eu vá chama-lha e procura-lha, meu caro senhor? – Umas das empregadas dirigiu-se ao grande homem e questionava suavemente e educadamente, ela não queria interromper tal momento fragilizado, mas achou melhor questionar tal duvida, para ajudar seu majestoso monarca a se acalmar.
- Não… Deixa-a sozinha… - Ele claramente sentia-se mal, suas palavras eram como lágrimas profundas que procuravam o sigilo e o conforto no mais puro e profundo silêncio - Vamos aproveitar que ela saiu para… Para conversar melhor sobre este assunto e sobre… Outra coisa… Algo… Profundamente grave…

Dos seus coloridos, elegantes e esbeltos trazes de rei, o monarca tirou do bolso algo, um objecto já claramente visto antes, era uma carta, a tal carta dourada cujas origens vinham das mãos do velho general Raymond e recebida naquela mesma manhã.
Colocou-a suavemente sobre a mesa, com simples gestos tremendos que demonstravam medo e ao mesmo tempo, desconfiança ou qualquer outro sentimento de angústia ou aflição. Todos os que ouviram as palavras do rei e repararam em tal carta ali exposta permaneceram igualmente assustados, os guardas da Guarda Real ali presentes aproximaram-se para atender ao assunto que lhes poderia ser útil, e os três generais pararam de ingerir suas bebidas, encarando directamente e com a expressão mais severa que podiam criar em seu olhar o tal envelope cor de ouro.
Além de serem descrições remetentes a progressos de uma situação incógnita, estes mesmos Generais sabiam, ou então já desconfiavam, o que tudo aquilo poderia realmente ser…




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